Dia Internacional da Mulher
"O dia da mulher... é quando um homem quer"
bem lembrado, aqui
"O dia da mulher... é quando um homem quer"
bem lembrado, aqui
às
16:25
3
com menta
As previsões metereológicas desaconselham, mas nós somos assim... do contra.
Bom fim de semana de Carnaval.
às
15:23
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com menta
Não me parece credível, aqui e agora, o que ouvi. Afastado do local onde o escutei uns dias após a ocorrência do facto, não me soa nada bem. Foquemo-nos então na ocorrência.
As pessoas que inicialmente se assemelhavam a um conjunto de seres humanos à volta de uma mesa estavam, de facto, ao redor de várias mesas. Todos os seres, incluindo o que debaixo de uma das mesas se encontrava, dirigiam o seu olhar para mim. Eu estava de pé. Fazia-se um silêncio como nunca antes naquela sala, naquela noite, se escutara ou escutaria. Emocionado, fiz um discurso. Confesso que não o tinha preparado nem planeado. Admito até, se tal for necessário para que melhor me compreendam, que sou capaz de o ter acelerado ou resumido devido à emoção. Agora, o que não consigo compreender, é que me tenham acusado de o não ter feito.
Para quem, durante o intervalo de tempo em que o discurso durou, não se apercebeu ou não o absorveu, decidi escreve-lo. Os outros, terão a possibilidade de o relembrar ao ler as linhas de texto que se seguem.
O Discurso
"Caros amigos, amigas, primos, primas, companheiros, camaradas... palhaços aí ao fundo que náo se sabem comportar e não se calam,
Parece que fui abencoado. E não o digo pela carga de água que continua a cair sobre estes telhados de zinco. Digo-o porque me sinto um felizardo. Não é de hoje que costumo ter sorte, daquela que nos esquecemos frequentemente e raramente valorizamos, como quando precisamos mesmo de apanhar o autocarro por estarmos atrasados... e conseguimos apanhar o seguinte. Sortes dessas hà muitas! Acredito mesmo que haja para aí algo inexplicável que me ajuda, ampara e levanta a cabeça para a lua... e já o pude observar algumas vezes. O preço que me irá pedir por isso é que ainda estou para ver!
Mas o que eu estou para aqui a tentar dizer é que esssa sorte que eu penso existir não se compara à sorte que realmente tenho. E constatei-o aqui neste momento. Estou rodeado de 34 macacos e um cão que olham para mim como se eu fosse um animal diferente. Vi nos 70 olhos que me fitavam, o meu reflexo... um animal pateta com um sorriso idiota na cara. E não imaginam como me sinto feliz por parecer assim. Sinto-me o mais feliz do mundo e se calhar é nisso que estou diferente. Espero que estejam felizes por aqui estar mas é dificil, realmente, estarem tão felizes, neste momento, como eu.
Os meus amigos, a minha familia, os meus companheiros, a minha cadela e aqueles palhaços que tanto gosto mas que ainda não se calaram um segundo, estão aqui comigo porque eu os convidei! E não foi preciso insistir mais de 3 vezes com cada um. Nem ameaçar que lhes partia as pernas. Nem fingir que fazia 30 anos quando realmente o que estou aqui a comemorar é a entrada no meu trigésimo aniversário... Bastou dizer que ia haver uma festança com concerto e bar aberto. Que, aviso já, por motivos alheios à organização não irá ser possível concretizar!
Durante os últimos dias senti-me ansioso e enervado. Com dúvidas e medos. A distância a que estou normalmente de cada um de vós, o afastamento pelo qual optei para ir experimentar viver numa outra cidade, esta ausência não é atenuada pelo contacto telefónico esporádico, pelas conversas no messenger, pelos encontros ocasionais. Não nos confratenizamos como antigamente. Perdemos o contacto com as rotinas comuns. O café, o cigarro, o charuto, o copo... Tenho medo de perder a vossa amizade e como tal, tive medo de vos encarar neste jantar e preocupei-me para que este convívio fosse do agrado de todos. Acabei por fazê-lo ao meu gosto para arranjar um elemento comum. Espero que o tenha conseguido.
Obrigado por terem vindo. Rapar um frio de morrer. Apanhar chuva na tola. Comer soja em vez de carne. Ficar à conversa em vez de ir sair. Obrigado por me terem tornado este sonho realidade.
Voçês são o que tenho de melhor."
lepetitfred 2006
às
16:16
3
com menta
" Só com comunicação
se evita a confusão
Um diz branco outro diz preto
Para haver entendimento
Não tens de ser cinzento
Vai mas é para o coreto
É tão fácil comentar
O que ele fez não se faz
Essa é dura de engolir
Mas só vai alimentar
Raiva e ira vai gerar
Confusão a todo gaz
A tensão vai subir
Para rebentar no ar
Realmente não sei
Como isto vai parar
A verdade não é lei
Estamos todos comó mar
Nem com muito alento
se consegue entendimento "
lepetitfred 2005
às
15:57
0
com menta

às
17:49
4
com menta
"A calúnia é uma aragem muito suave como o frémito das asas de um pássaro, que começa a sussurrar e nos ouvidos do povo se introduz destramente, vai crescendo pouco a pouco num crescendo aterrador, até estalar como um trovão - como um tiro de canhão..."
"Caluniai, da calúnia fica sempre alguma coisa"
«O Barbeiro de Sevilha», de Gioachino Rossini (1792-1868)
No Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), de 08-02-2006 a 16-02-2006, a preços proibitivos!!!
A ópera, meus petits, não é para todos. Embora seja dos bolsos de todos, que ela sai.
Curiosidade:
Rossini compôs quase a totalidade de suas obras embriagado (diz-se). A célebre ópera "O Barbeiro de Sevilha" teria sido escrita às pressas (em treze dias) para o pagamento de uma dívida.
às
16:15
2
com menta

Se acham que tem piada, divulguem... ainda serei conhecido como o caricaturista (turista convicto) que ousou desenhar jesus cristo em actos pedófilos e originou o debate sobre o direito de gozar os outros e outros conflitos interraciais.
às
16:52
1 com menta
"Espelho meu, há alguém mais belo do que eu?"
Aurora aka Branca de Neve
"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória obtida sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas."
Sun Tzu
A Batalha pode começar! Conheces-te bem?
às
17:32
0
com menta
"O pior da vida é o melhor da morte, ou será o contrário?"
lepetitfred 2006
às
10:20
4
com menta
"Para ser uma pessoa equilibrada é preciso ter o mesmo de bom do que de mau"
lepetitfred 2006
às
10:17
0
com menta
Quem ontem foi à Culturgest à procura de ver um daqueles jogo dos anos 80 em que se vibrava com os golos de Van Basten e os passes de Gullit esteve no local errado na altura certa. Não o digo pela analogia da laranja neste momento pós-eleitoral mas sim pelo atraso de vinte anos em que este país se encontra.
Naquela hora e meia de espectáculo cénico questionaram-se as ideologias cristãs e anti-cristãs, comunistas e liberalistas, do bem e do mal. Para que se pense nisso. Para que se compreenda o erro de ambos e se procure um futuro diferente.
"Compreender o mundo, explicá-lo, desprezá-lo, são coisas que poderão agradar aos grandes pensadores. Mas eu considero mais importante amar o mundo, não o desprezar, não o odiar nem me odiar, observá-lo, a mim e a todos os seres com amor e admiração e respeito."
Siddhartha, Hermann Hesse
Uma Laranja Mecânica - Uma peça com música
Lisboa, Culturgest
De 26-01-2006 a 29-01-2006
às
12:05
0
com menta
"Lá em cima, há planícies sem fim
Há estrelas que parecem correr
Há o sol e a vida a nascer
Nós aqui sem parar numa terra a girar
Lá em cima, há um céu de cetim
Há cometas, há planetas sem fim
Galileu teve um sonho assim
Há uma nave no espaco, a subir passo a passo
Lá em cima pode ser o futuro
A alegria, vamos saltar o muro
E a rir, unidos num abraço
Vamos contar uma historia
Era uma vez... o Espaço
Lá em cima, já não há sentinelas
Sinfonia toda feita de estrelas
Uma casa sem portas nem janelas
É estenderes o braços e tu estás no espaço!"
por Paulo Carvalho
às
11:12
1 com menta

A bola está em Vitor Paneira encostado ao lado direito, tenta fintar o seu adversário, Branco não o deixa passar... dá a bola para o meio onde está... Kulkov. Recebe, domina, deixa à esquerda para Carlos Manuel... perde a bola para Jaime Magalhães! Contra-Ataque rápido da equipa do Futebol Clube Porto... a bola rápida para a frente, é Futre que está com a bola, passa por Mozer... vai tentar o remate, rematoooU...
às
12:34
0
com menta

"I mean, we're living on the Planet of the Apes, man! Is that funny or serious?"
Robert Anton Wilson, The Illuminati Papers [1979]
às
11:11
1 com menta
II Acto - O complemento
Sem comparação possível
Com separação impossível
Led On - Tributo a Led Zeppelin
Paulo Ramos - voz
Zé Nabo - baixo
Mário Delgado - guitarra
Alexandre Frazão - bateria
Manuel Paulo - piano
Ontem à noite, no Clube Lua (ex-musicais)
às
10:37
1 com menta

Para todos aqueles que só pensam em viajar ou mesmo para aqueles que têm medo de o fazer...
A verdade, em que me acredito, é que temos estado a fazê-lo desde o início da vida!
"I’ve often heard people say,
’I wonder what it would be like to be on board a spaceship"
and the answer is very simple.
What does it feel like?
That’s all we have ever experienced.
We are all astronauts.
I know you are paying attention, but I’m sure you don’t immediately agree and say,
"Yes, that’s right, I am an astronaut."
I’m sure that you don’t really sense yourself to be aboard
a fantastically real spaceship - our spherical Spaceship Earth."
Manual de Instruções para a Nave Espacial Terra, de Buckminster Fuller
(á venda na Via Óptima - ver post anterior - ou para ler online no Instituto Buckminster Fuller)
às
12:50
3
com menta
Neste natal, ofereça uma óptima via para o conhecimento. Via Óptima
às
12:48
0
com menta

No limiar da espera, tudo é possível. Naquele instante mesmo antes do início... a nossa imaginação pode criar o futuro que quiser! Se conseguíssemos aumentar esse intervalo de tempo seríamos eternamente felizes? Ou para sempre espectantes? Estaríamos á espera...
"Mexemo-nos enquanto esperamos?
Acontecemos enquanto esperamos?
Estamos presentes enquanto esperamos?"
Tanta informação para digerir... tanto para pensar. Obrigado!
"In the end we are too vulnerable,
that's why we move on..."
WasteBand (C) de Patricia Portela
3 de Dezembro de 2005 no Teatro Taborda
às
13:22
3
com menta

Água para a cara, chiclet na boca... respirar fundo e enfrentar o adversário.
Pela manhã estava de rastos. Tinha-me atirado ao tapete e não me sentia com forças para ripostar. Mas houve a pausa para refrescar as ideias. A lição estava já bem estudada e é nestes momentos que se consegue a energia para vencer. Foi assim, hoje. Acordei disposto a acabar com ele.
Desta vez, como das outras, para sempre!
Deixei novamente de fumar
às
12:10
6
com menta
Hoje, entre ficar a ver a Liga dos Campeões no café ao lado de casa, trabalhar num site para me fazer milionário ou ir a um concerto, optei pelo último.
ColdPlay e Goldfrapp, daqui a umas horas no Pavilhão Atlântico
às
17:38
1 com menta
Ao novo blog do dono da verdade, O jornal "O Verdadeiro"
Obrigado, Mário Lino pelo comentário. Não fiques ofendido se "o Verdadeiro" falar da OTA e das Obras Públicas com regularidade. ;)
às
14:45
2
com menta
Não há nada a dizer! (álem do que já foi dito)
Sigur Ros, ontem, no Coliseu dos Recreios
às
17:59
0
com menta
"Sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura"
Fernando Pessoa
às
13:25
2
com menta
É de mim, ou o gasóleo custava 130 paus o litro?
É que agora está a 1 euro e tal...
(clicar na tabela para ver em formato grande)
às
11:47
0
com menta
- Para que é que estudaste?
- Para chegar onde quero...
- Queres ser um quadro médio, portanto?
- Não..
- Ambicionas ser um quadro de topo, então?
- Ah, não! Mas vou ter de passar por lá.
- Para quê?!
- Para chegar onde quero...
às
11:06
2
com menta
Sentei-me a escrever. Estava a caminho de casa e não consegui pensar em mais nada senão como fazer para me lembrar do que pensava quando chegasse a casa e me sentasse. Repeti o pensamento uma e outra vez. Dizia-o em voz alta para dentro de mim, porque se quisermos conseguimos falar connosco sem sair um único tom audível aos outros, sem mexer os lábios ou mover a língua. Mas dentro de mim, ouvia-me. E o som era suave para que pudesse associar a algo de bom. Quando me perdia no pensamento e o meu discurso interno se quebrava, concentrava-me ainda mais para conseguir encontrar o alinhamento do raciocínio e com isso a premissa anterior e seguinte do mesmo. Entrei pela porta de casa, fiz uma festa instintiva à cadela dirigi-me ao quarto para pegar no caderno e na caneta e fui até à sala. Sentei-me nas almofadas, abri o caderno na primeira página vazia de escrita, pressionei o topo da caneta para a ponta borrada sair do corpo que a protegia e debrucei-me sobre a mesa.
Já há algum tempo que ando a pensar na razão desta nova necessidade. A necessidade de escrever. Penso também nos motivos que me terão levado a querer partilhar o que escrevo, mas sobre tal complexidade faço apenas algumas incursões esporádicas. Acredito que só o poderei fazer quando conseguir saber, ou achar que sei, porque escrevo. A necessidade que não compreendo mas à qual já me habituei é a de ter que saber o porquê das coisas. A necessidade do conhecimento, especialmente do que se refere a mim e ao meu pensamento.
Enquanto escrevo não penso sobre as razões que me levaram a escrever. Quando a tinta da caneta começa a escorregar sobre a folha de papel perco o controle das razões e ganho a capacidade de colocar em grafia aquilo que está a passar pelo meu consciente. Uma espécie de registo do pensamento. Informação desconexa unida pelo poder das palavras. A experiência na escrita permite ligar e resumir ideias tornando assim mais fácil a sua compreensão futura. Por mim, e pelos outros. Mas pensar nos outros enquanto escrevo é uma tarefa mais árdua; normalmente só o faço quando releio o que escrevi. Nesse instante dedico-me à tentativa de me proteger do meu próximo pensamento e no impacto que este poderá ter nos leitores.
Escrevo para que os pensamentos que tenho não caiam no buraco negro do esquecimento. Por isso criei esta dependência de registar as ideias que atravessam a minha mente. Para me lembrar deles. Ao partilhá-lo fico vulnerável. O leitor poderá conseguir ler o que escrevo mas também ler-me a mim. Por isso codifico o texto para que ele entenda o que quiser mas só eu saiba o que realmente penso.
Como por exemplo agora, que nem em casa estou.
às
13:29
4
com menta

Não só porque adorei o livro,
Não só por ser o realizador do "Cidade de Deus",
Não só pela teoria da conspiração,
Não só pelo que sei da indústria farmacêutica,
Não só pelas imagens de África,
Mas por tudo isso; gostei de ver o Fiel Jardineiro
ontem, no Monumental
às
11:58
3
com menta

Numa sala sem sofás, com computadores estragados, sem internet de banda larga, com uma cadela sempre em cima a largar pelos e um frio de rachar; reabriu com novos questionários, mensagens de desenho e pesquisa avançada o mais antigo portal de contactos nacional. Boa sorte, rapazes! Foi um prazer colaborar convosco.
às
15:18
1 com menta

... mau aspecto. Eu é que sei!
Até que idade pensas divertir-te?
Nem te passa, ontem estava a sair de casa, o autocarro passou, assim da janela grande... morangos cresciam; estava sol! Bem... demais. O gajo vem assim para mim, copo na mão, o chapéu tás a ver? Anotei logo no bloco. O telefone toca! Saí logo dali.
Viste aqueles maços de tabaco?
Coisas de velhos. Podem espreitar aqui: O velho poeta
às
12:33
2
com menta
Estava sentado no banco da cozinha quando lhe surgiu mais uma vez a ideia. O seu cérebro processava a grande velocidade e tal podia-se observar na sua inquietude. Balouçava-se apoiado nas pernas do assento, rasgava em pequenos pedaços o maço de tabaco do qual minutos antes retirara o último cigarro, enquanto mordia ao de leve o interior da boca. Pensara na última vez em que tinha ido ao dentista e no quão longínquo isso era... tanto no tempo como na memória.
às
12:12
2
com menta
Hoje em dia todos escrevem
Até eu ?!
Todos se julgam grandes escritores
Até eu ?!
Todos julgamos que lêmos
Até eu ?!
Nos dias que correm somos grandes leitores
Até eu ?!
Neste nosso tempo todos nos julgamos os mais sensatos
Até eu ?!
Até que um dia nos iremos aperceber que o mundo não se reduz a nós
Até eu !
(le petit fred, 2005)
Quando se é um inglês em Nova Iorque, um tripeiro em Lisboa ou um qualquer indivíduo culturalmente mais evoluído numa cidade mais cosmopolita que a sua, é-se um estrangeiro. Um pequeno estrangeiro, no meu caso.
Há coisas que só um estrangeiro faz. Como o que fiz ontem. Eu e outro estrangeiro como eu. Tinhamos ido ao Teatro (ver post anterior). Tudo indicava que iríamos para casa. E foi nesse sentido - e nessa direcção - que nos deslocamos. Por entre uma e outra argumentação sobre os vários temas que a peça nos inspirou, surgiu a vontade de ir verificar a qualidade do bar que uns tempos antes nos tinham recomendado, por sinal ali ao lado. E o sinal estava verde. Descendo a rua (que tem nome actual) íamos analisando cada porta e pórtico com intenção de descobrir qual delas abriria para um espaço de lazer nocturno. O fascínio foi imediato o que ficou expresso nas nossas caras espantadas. A porta estava entreaberta não permitindo observar o espaço por dentro, mas a decoração exterior não permitia dúvidar da qualidade do mesmo. Não era vistoso, é nos pequenos pormenores que se apercebe estas coisas! Lugar á porta, nunca falha, mesmo nesta cidade.
O Bar é do género Inglês. O que significa o que acabei de dizer nem eu o sei em exactidão. Como se eu fosse alguém viajado no tempo e espaço para saber qual o genuíno género de um bar de um qualquer county da grande bretanha! Mas foi-me ensinado assim, que um bar inglês é recheado de velharias, antiguidades, colecções, estatuetas, placards publicitários e referências a bebidas por toda a parede, balcão, mesas e tecto... assim como este em que acabara de entrar. A unicidade deste está - para além da colecção de nús (pintadas, desenhadas, esculpidas) - na referência constante a Rafael Bordallo Pinheiro na sua colecção, em particular a uma revista editada por si com o mesmo nome (do bar - deste). A parede à esquerda (quando se entra) está forrada com primeiras páginas da revista (A Paródia - para quem ainda não percebeu).
Sentamo-nos numa mesa contígua a essa mesma parede. Uma mesa redonda para duas pessoas com um pequeno candeeiro antigo, daqueles com fios entrelaçados pendurados ao abat-jour, pousado. A luz da sala era amarelada com uma intensidade amena, provocada pelas várias lâmpadas incandestes dos diveros candeeiros espalhados pela sala.
Pedimos duas cervejas e recomeçamos a conversar sobre a peça. As cervejas chegaram acompanhadas de pipocas salgadas, a conversa animou e rapidamente as pipocas e as cervejas acabaram e com elas a conversa. Foi nesse instante que nos apercebemos da solidão. Dois estrangeiros num bar de uma cidade que não a deles, no próprio bairro onde provisóriamente vivem. E decidimos mudar. Levantamo-nos e dirigimo-nos ao pequeno balcão de madeira numa ainda mais pequena sala anexa à que estavamos, forrada a caixas de fósforos onde se sentavam os amigos dos empregados. Pedimos para lhes fazer companhia e com eles ficamos, conversando sobre música, teatro e devanando para fotografia e capas de revistas. Ficamos até às tantas, e às tantas ficamos de voltar. Quando nos sentirmos sós.
(em correcção ortográfica, gramatical e de ligaçoes)
A Paródia
(O Pavilhão Chinês de Campo de Ourique)
Rua do Patrocínio, 26 B
1350-230 Lisboa
às
18:08
6
com menta

pandemia
do Grego: pán, todo + dêmos, povo
- grande epidemia;
- epidemia generalizada.
epidemia
do Grego: epidemía, s. m.
- doença que ataca ao mesmo tempo e no mesmo lugar muitos indivíduos;
Será uma pandemia, portanto:
A - Grande doença que ataca ao mesmo tempo e no mesmo lugar muitos indivíduos
B - Doença qua ataca ao mesmo tempo e no mesmo lugar todos os individuos
C - Doenca que ataca ao mesmo tempo e em todos os lugares muitos individuos
D - Doenca que ataca ao mesmo tempo e em todos os lugares todos os individuos
às
10:41
5
com menta
Vivemos todos em jaulas. Cada um de nós no nosso próprio espaço. Para que é que nos vêm chatear? Porque nos invadem? Principalmente a mim que estou tão bem assim? Apetece dizer... sai daqui. Desaparece! Põe-te a andar... Xô! Dá de frosques, chavalo! Desampara-me a loja, caralho!
Mas estaremos nós a reagir bem? É que os espaços não são todos iguais. E se eu estou bem assim no meu espaço, porventura é porque este é maior do que necessito. Ou está em melhores condições.
Não é que os outros tenham inveja de mim... eu é que devia ter vergonha nisso!
Zoo Story
Autor: Edward Albee
Tradução: Carlos Falcão
Encenação: João Mota
Interpretação: Jorge Andrade e Pedro Martinez
Direcção de Produção: mala voadora
Teatro Taborda
5 a 23 de Outubro
4ª a sábado às 21h30 | Domingos 17h00
às
12:34
1 com menta
Fomos votar. Ou melhor, alguns foram riscar o boletim de voto. Os outros não foram colocar a cruz. Eu também não. Mas votei. Votamos todos. Porque embora me tentem convencer do contrário, todos manifestamos a nossa opinião. Eu mostrei a minha. Total descrédito no poder do voto.
O poder do voto é nulo. Esta é a minha opinião na situação actual. Tenho pena. Por todos. Podemos colocar condicionantes... se todos fossemos votar, se todos nos informassemos antes de ir, se conseguissemos não nos deixar levar pelo que nos impinge a comunicação social... se os sistemas anteriores tivessem funcionado nunca teriamos precisado de um novo!
Compreendo que me censurem. Pode parecer que não tenha censo. Julgo que o tenho. Mas devo-vos uma explicação. Senão de que terão valido os sacríficios dos que, antes de mim e de vós, lutaram por este direito básico? Valeu-lhes o meu profundo respeito, e espero que o respeito de todos que nesse direito acreditam.
No momento em que vivemos, contudo, as regras são diferentes. O mundo mudou. Rodou mais umas quantas de vezes e embora o sentido pareça o mesmo novos obstáculos apareceram. E para os ultrapassar temos de derrubar o poder instituído. Tanto à esquerda, como à direita ou ao centro. Seja o poder da ordem da rosa, da maconaria do post-scriptum, do clã impresa, da seita da construccao civil ou outras actividades sobre-capitalizadas.
Será que o voto nulo anula o nulo do poder do voto? É uma hipótese. Quando tal acontecer, a maioria do voto nulo, todos os que lá estão teriam de sair. Cheguei a acreditar nessa solução. Fiquei positivamente surpreendido quando nestas últimas eleições legislativas observei a campanha de um movimento pelo voto em branco. Alguem se organizou e mobilizou forças e pessoas com esse objectivo... Nestas eleições já não os vi.
Meus caros, isto precisa de mudar. E não vai lá com o voto!
Meia-hora por dia! De militancia. De revolta. De reflexao. De ajuda do proximo. Chega de ficar parado. Vamos intervir. Comecamos pelo que esta perto de nos. Agrupemo-nos. Numa associacao. Num espaço fisico para o debate. Mas nao nos deixemos enganar, os pequenos grupos tambem podem estar a tentar aproveitar-se de nos. Temos de nos envolver e abrir os olhos. Nas outras (horas) evitemos o consumo excessivo. Principalmente para com aqueles que nos controlam. Digam não ao superfluo. Definam valores e principios e batalhem por eles. Por mim chega. E comeco já hoje. Antes que seja tarde demais e enquanto valer a pena lutar.
(em correcção ortográfica e gramatical...)
às
10:57
5
com menta
“O Fred é dos meus. Como ele costuma dizer, só há dois tipos de gajos: os que não têm tomates e os que não têm coração”.
Margarida Rebelo Pinto, Pessoas Como Nós (2005)
Nunca li nada desta autora. Não o pretendo alguma vez fazer. Aconselho vivamente a que não o façam. Mas esta frase é linda!
Cheguei até ela neste blog. Não sei de quem é. Mas também não me parece que o releia. Até me parece bem escrito, mas cheira-me a crítico. E eu não gosto de críticos. Não se deve, em minha opinião, perder muito tempo a dizer mal dos outros. Bom fim de semana.
às
16:31
6
com menta
Conhecer, é poder!
Poder... é foder.
Poder foder... é conhecer.
(le petit Fred, 2005 - plagiando Francis Bacon e Sigmund Freud)
às
22:54
1 com menta
Sempre me fascinou a questão da "descoberta" da unidade. É, para mim, de difícil compreensão a noção da realidade sem identificação numérica. Imagino um grupo de macacoides humanos (tipo nós, mas nús) a comunicarem entre si enquanto procuravam presas para caçar, e só saberem dizer "Há ali presas" ou "Não há ali presas". Presumo que já saberiam distinguir uma presa grande de uma presa pequena o que me induz a que distinguiam um conjunto de 10 veados como "Há ali presa grande" de um conjunto de 20 coelhos como "Há ali presa pequena".
Fascinado com a febre das sondagens que ultimamente se tem verificado - como por exemplo nos cartazes publicitários da Sagres e da Super Bock (algo que não se via desde as manipulações de sondagens do gabinete do Paulo Portas e amigos da Universidade Moderna) - decidi fazer a minha própria investigação.
Constatei que os números preferidos são o 6, 7, 8, e 9 provavelmente por pertencerem ao conjunto superior da dezena e nos induzirem aos conceito de grande ou muito (e como tal, bom).
Outra constactação pessoal é que alguém com o nome do cargo a que concorre é muito bem sucedido (o caso Felgueiras é disso prova, e mesmo Jardim é uma analogia à ilha da Madeira).
Apresento-vos aqui as minhas conclusões.
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Estudo lePetitFred melhores candidatos para eleições nacionais e respectivas sondagens
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Autárquicas
Madeira - Rui Madeira: 67%
Sintra - Mónica Sintra: 87%
Lisboa - António Maria Lisboa: 79%
Porto - Manuel Porto: 68%
Presidênciais
Joao Portugal: 89%
----------------------------
Estes não teriam hipóteses! (por incrível que pareça)
às
15:13
6
com menta

Por vezes parece que o mundo não faz sentido...
ou este não é o que gostaríamos que fosse.
Mas é-o como tal, e por alguma razão o há-de ser.
Ao que parece.
Se ainda não viram este documentário, façam um favor a vocês próprios e vejam-no.
Baraka (1992), Ron Fricke (muito freak mesmo)
às
11:11
3
com menta

Sempre me confundiu a partidarização das campanhas à Presidência da República. Confunde-me também, ainda hoje, a partidarização das campanhas autárticas. Somente nas legislativas entendo a organização partidária. O apoio de uma qualquer organização é bem vinda para quem se candidata, mas é para mim irrelevante nalgumas situações. O apoio do Futebol Clube do Porto a um candidato á câmara, ou de uma empresa lactifundiária, ou de um Partido Político não me conforta quanto ás boas intenções da pessoa para o cargo que vai desempenhar. Já o apoio de uma associação humanitária, com alguma moderação, me induzem ás características humanas deste. As declarações dos seus amigos, familiares são redundantes, mas as dos que trabalharam com ele ou os resultados obtidos por este na execução das suas funções, são para mim, características importantes. É importante sermos juízes dos valores do cidadão que nos representará. Sem religiosidades extremistas, claro. Casado, solteiro, hetero ou homosexual, mono ou poligamico, ateu, judeu ou muculmano, preto, amarelo, vermelho, mulato ou ariano, isso são pormenores sem a mínima importância. Mas a verdade é que faltam independentes. E quem os apoie.
Os que há, são conotados com ideiologias de esquerda ou direita como se a ideologia (política e não só) de alguém fosse possível de medir num plano unidimensional. Traça-se uma linha horizontal e cataloga-se o pensamento do indivídio num dos lados de um centro imaginário marcado nessa recta. Quando não é este o plano escolhido, converte-se para um outro como o da bipolaridade liberal-conservador. Ora, já é um adianto mental quando algúem consegue calcular o quoficiente intelectual do sujeito nestes dois planos. Mas no final, o que se sabe do pensamento do indivídio? Pouco, muito pouco. Do que interessa saber? Nada, quase nada. Porque de esquerda e direita, liberalismo e conservadorismo temos todos um pouco. Cada um na sua medida. O que interessa não é como desejamos atingir o fim. É saber que fim queremos.
Perdi-me... Vou resumir. Não quero uma Madre Teresa a liderar-me, quero alguém que se dedique a fazer o seu melhor para atingir o melhor para todos. E que seja o melhor a fazê-lo.
Ou seja, o melhor a fazer o melhor pelos outros.
Abram os olhos.
"Cegos somos todos nós, que vendo, não vemos."
Ontem, Ensaio sobre a cegueira, no Teatro da Trindade
às
14:26
2
com menta

Número de pessoas: 2 ou mais
Tempo de preparação: 2 ou mais telefonemas
Ingredientes: Tomates (mais de 2)
1. Coloque o excesso das quotas de tomate numa carrinha de caixa aberta.
2. Dirija-se à Assembleia da Republica e estacione à porta em terceira fila.
3. Descarregue os tomates para a rua ou passeio.
4. Apanhe o máximo de tomates que puder.
5. Atire em todas as direcções.
Para acompanhar: cartazes com dizeres sobre fogos florestais, aumento da idade da reforma, chupistas ou gatunos
Sugestões: Sobremesa
Fonte: Tomatina, Bunol - 31 Agosto 2005 (é já amanhã)
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15:01
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Sem olhos em Gaza, de Aldous Huxley (o autor de Admirável Mundo Novo)
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Não acredito no que vejo nos noticiários. Não acredito no que leio nos jornais. Não acredito no que prometem os chefes. Não acredito nas mulheres. Não acredito na bondade das religiões. Não me acredito na justiça e igualdade de direitos. Não me acredito em nada, nem acredito que isto mude!
Esta é uma premissa obrigatória e que sempre acontece antes de recomeçar a acreditar.
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10:22
1 com menta

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"Nunca te vi assim...
Eu estar todo roto
E eu, estar todo roto"
lepetitfred, 2005
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22:24
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A minha geração é a dos primeiros Filhos do 25 da Abril. Ser Filho implica ser concebido; após nove meses, nasce-se. Os primeiros Filhos (não prematuros) nasceram, portanto, posteriormente a 25 de Janeiro de 1975 (e o meu mano foi dos primeiros).
Somos Filhos de uma farsa. Filhos de uma falsa revolução. Filhos bastardos da mentira. Fomos criados com ela. E ninguém melhor do que nós se pôde aperceber dela. Ao contrário dos outros antes de nós, nascemos com uma pretensa ideia de liberdade, de democracia, de igualdade. Como crianças fomos confrontados com os porquês e nossos pais tiveram de justificar a falta de tais valores. Não conseguiram senão dizer que antes era ainda pior. E que eles tinham sido os heróis que o tinham conseguido. Mas o que é que nós vimos? O que nós nos apercebemos foi que a geração dos nossos pais é tudo menos isso. Pelo menos desde que nascemos. Inertes, conformados, resignados, convictos, críticos mas inactivos. Que tinham sido enganados e que continuam a sê-lo. A energia despendida para a luta provocou a procura de uma paz tranquilizadora. Não os condeno. Acredito-me nas suas boas intenções e estou-lhes eternamente grato. Principalmente aos meus. Mas as repercussões que tal provocou em nós estão ainda por adivinhar.
Somos muitos! Mimados e inconformados. Deram-nos tudo. Fizeram tudo por nós. Tivemos direitos. Tivemos desculpas. Tivemos o que quisemos. O que eles não puderam ter, ofereceram-nos a nós. Sem pedir nada em troca. Sem precisar batalhar; bastou pedir. Isso não é liberdade. Isso não é democracia. Isso não é igualdade. É promiscuidade. Estamos habituados a ter tudo, do bom e do melhor. Tivemos mota, carro, beep, telemóvel, roupa de marca, diploma. Se não podíamos entrar numa universidade pública, íamos para a privada. Podia não haver dinheiro em casa, mas havia sapatilhas novas. Não podíamos andar por aí sozinhos que se preocupavam connosco, tínhamos de estar contactáveis. Não podíamos perder tempo, tínhamos o mundo para conhecer; como os transportes públicos funcionavam mal, tivemos o nosso próprio meio de transporte. Obrigado pais, por tudo isso. Vou ter saudades desses tempos. Os amigos, as festas, as noites, os dias, as ferias, as aulas (nos cafés). O mundo foi um dia nosso. Sejamos gratos.
Formamo-nos. Viajamos. Começamos a trabalhar. Fomos para fora. Somos reconhecidos pela nossa qualidade. Mostramos valor. Voltamos. Aos poucos, vamos amadurecendo. Alguns já pensam em estabilizar. Outros já estabilizaram. Queremos casa própria. Pensamos em ter filhos. Chegou a nossa vez de construir. Mas isto está mau. Estamos mal habituados. E a concorrência é forte. Queremos todos o mesmo. Os mais novos querem o mesmo que nós. Também são mimados e inconformados. E cada vez somos mais... assim. Isto vai ter de dar para todos. Para isso temos de por isto direito. Chegou a altura de pormos em prática o que sabemos. Chegou a hora de mudar. Não tenhamos medo. Temos estudos. Temos experiência. Somos vividos. Somos bons. Não devemos nada a ninguém, se nos deram foi porque quiseram. Pode ser que se tenha escrito direito por linhas tortas...
Somos os Filhos. Somos o Fruto.
Chegou a nossa vez, sejamos Fodidos!
Le petit Fred, 2005
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15:12
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Sou citadino. Adoro o campo e o mundo rural como um país de terceiro mundo. Infelizmente. Gostava que fosse diferente. Gostava de o poder mudar. Mas vivo na cidade e preocupo-me com o que aqui se pode melhorar, para mim e para aqueles que aqui vivem. Quanto ás aldeias e povoações, não conheço os problemas, sonhos e necessidades reais dos que lá vivem. É problema deles os incêndios juntos ou mesmo até nas suas própias propriedades. São eles que se têm de preocupar. Eu devo-me preocupar com a sensibilização (alertar que é errado atirar cigarros pelas janelas dos carros, deixar lixo nos acampamentos ou pic-nics...) e lutar para uma maior justiça regional. Fora isso, podia fazer mais ou posso simplesmente não o fazer. E não o faço. Com isso, o meu país, o meu mundo, perde florestação de ano para ano, dia para dia. E eu também sofro com isso. Mas as propriedades não são minhas... excepto os parques naturais. Esses são tão meus como de todos os outros. E nesses fico revoltado! Nesses exijo uma maior preocupação da minha parte, exijo acção às forças estatais para evitar aí catástrofes ambientais.
Resumindo, luto para que o investimento na luta contra aos incêncios se restrinja ao que é de todos. O resto, que arda! E quem sabe daqui a poucos anos o resto está transformado em cimento e alcatrão; estradas, shoppings, parques de estacionamento e prédios, muitos prédios. E deixam-se todos de queixar com os incêndios. Porque têm aquilo que desejam. A sociedade de consumo!
(isto e o que eu chamo de indecisão ideologica. Um 2 em 1 de direita-liberal e esquerda-reaccionaria)
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10:15
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"The first rule about fight club is you don't talk about fight club.
The second rule about fight club is you don't talk about fight club.
You don't say anything because fight club exists only in the hours between when fight club starts and when fight club ends."
Figh Club, 1999
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12:56
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"La lune qui se lève (A lua que se eleva)
Sur l'île de Gorée (Sobre a ilha de Gorée)
C'est la même lune qui (È a mesma lua que)
Sur tout le monde se lève (Sobre todo o mundo se eleva)
Mais la lune de gorée (Mas a lua de Gorée)
A une couleur profonde (Tem uma cor profunda)
Qui n’existe pas du tout (Que não existe de todo)
Dans d’autres parts du monde (Em qualquer outra parte do mundo)
C’est la lune des esclaves (É a lua dos escravos)
La lune de la douleur (A lua da dor)
Mais la peau qui se trouve (Mas a pele que se encontra)
Sur les corps de gorée (Sobre os corpos de Gorée)
C’est la même peau qui couvre (É a mesma pele que cobre)
Tous les hommes du monde (Todos os homens do mundo)
Mais la peau des esclaves (Mas a pele dos escravos)
A une douleur profonde (Tem uma dor profunda)
Qui n’existe pas du tout (Que não existe de todo)
Chez d'autres hommes du monde (Nos outros homens do mundo)
C'est la peau des esclaves (É a pele dos escravos)
Un drapeau de liberté" (Uma bandeira de liberdade)
Gilberto Gil/Capinan/E duas hospedeiras da Air France
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17:53
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com menta
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10:29
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O Ar é denso de Poeira. Desloca-se a uma grande velocidade considerando a massa que o compõe. A olho nú, é possível nos apercebermos do efeito de erosão que advém da sua passagem pela praia em direcção aos gigantes penedos de rocha. Leo está sentado sobre o seu rabo que por sua vez se justapõe a um manto de pequenas pedras sobrepostas á superfície de areia (e outros grãos) que, já há algum tempo, repousam acima de um dos penedos.
Da última vez que se tinha sentido tão bem o seu mundo mudara. Vêm-lhe a si esses momentos através da memória sensorial que a natureza lhe deu, mas para a qual não sabe nem saberá a razão de lhe ter sido atribuída - e aos da sua espécie, pelo menos enquanto raciocinar assim. Confuso está Leo, como sempre esteve, sempre que pensa. E é o que Leo está a fazer. Constantemente.
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12:31
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Tributo aos Led Zeppelin
Paulo Ramos: voz
Mário Delgado: guitarra
Alexandre Frazão: bateria
Zé Nabo: baixo
Indescritível! A vontade de saltar conjuga a vontade de sentar.
O Jazz e o Rock em total harmonia.
Ontem, no Musicais

- "Por favor nao lhe dê mais...", suplico eu com ar de pedinte.
- "É só este pedacinho", responde a louca da octagenária olhando-me com desdém.
A história é cíclica, disso estou convicto e seguro, mas o período de repetição deste evento atingia o limite do razoável ao qual poderíamos fazer uma igualdade a um acontecimento contínuo.
- "A sério, ela está de castigo!", tento eu assim arrancar a raíz da trepadeira com a mudança rápida de argumento. Era um argumento brilhante, pensei. Quando alguém carrega sobre si a responsabilidade do ensinamento merece não ser contrariado por altura da aplicação das acções que se impõem.
- "Mas ela não fez mal nenhum, estava só lá dentro comigo...", defende a viúva. Bem á minha frente. E com o ar de quem tinha ganho a batalha e poderia agora espetar a espada sem dó nem piedade, prepara-se para construir um muro entre o autoritário e a vítima.
Foi instantes antes desse momento, quando o "pedacinho" de bolo de arroz já estava sobre a mão inclinada a poucos centímetros da boca da Teresa, que uma força veio de dentro de mim e tomou controle do meu comportamento.
A minha mão ergueu-se, e enquanto o diabo coçava o rabo (acabara de acordar e sentiu que se tinha acumulado no seu vale rectal tecido oriundo dos seus boxers, vermelhos com bonecos de diabinhas, durante toda a noite), dirigiu-se até ao nariz pontiagudo e amordaçou a gulosa impedindo-a de ingerir o ónus da questão. Antes que a demoníaca alcoviteira pudesse reagir e tecer algum comentário à minha súbita agressividade, discurso:
- "Ela vê mal! Está com um problema gravíssimo nas vistas. Ainda ontem fomos ao médico e este ficou admiradíssimo em como o estado dela tinha piorado. Já mal distingue as formas! " - enquanto faço uma pausa no declamar, passo a mão que não segura o focinho pela frente da cara da criança - "E os doces fazem-lhe tão mal! Agrava-lhe as cataratas. Tenho até medo que se torne diabética. Nem quero pensar nisso."
Nesse momento já as tropas adversárias se retiravam e tentavam uma negociação.
- "E uma torradinha com manteiga?"
- "Nem pensar. Manteiga. Gordura... Nem sei o que é pior! Pão seco ou torrado... sem manteiga. Mas para isso, mais vale fazer-lhe simplesmente umas festinhas!"
Ao ver a sombra negra afastar-se admito que senti o prazer da vitória, mas ainda me incomoda ouvir os risinhos do advogado.
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10:31
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com menta
António era um sujeito comum. No dia do nascimento do seu filho, sua mulher aplica-lhe o predicado, no tempo verbal do imperativo, para ir registar o rebento. Chegado ao registo civil e após longas horas de espera na companhia de duas septagenárias, consegue finalmente entrar em diálogo directo com o notário. A conversa azedou após uma má utilização de um adjectivo em pleno advérbio de lugar. Após um pegado de conjunções para adianto do processo, o clima tornara-se tenso:
- Entao, é assim! Diga-me lá o nome da criança.
- João!
- Ah!?
- João, fodasse!"
...contada por José Dass
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15:31
1 com menta
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12:14
0
com menta
Ai, que tragedia! Ui, que medo. Opa, andam prai uns parvos a matar malta que nao tem culpa nenhuma. Parvalhoes! Extremistas! Olha-me agora esses gajos... de certeza que e daquelos livros que andam a ler. Autocarros? Avioes? Metro? Opa... mas isso e cenas onde eu costumo andar... humm... ate nao ando muito. Caga! Se atacassem pelo telemovel era bem pior. Oh, grande ideia. Oh islamistas fundamentalistas! Quando atacarem em Lisboa, faz favor de fazer explodir telemoveis... todos nos temos um sempre na orelha! Ah? Quem e que tem ideias fixes, quem e?
Mas eu ate vos curto! Opa, nao vos curto porque nao vos conheco. Mas sejamos sinceros, voces morrem muitos mais por dia ai nas Arabias. Mas pronto, voces fazem o que podem. O mesmo numero aqui ja nao seria nada mau!
50 mortos? Ai se eu pudesse escolher... So assim de cabeca lembro-me de 10... hummm... 20! Nao se perdia nada... nada! E esses ate tinham alguma culpa nisto!
Tive consciencia da morte aos meus 12 anos e chorei. Chorei durante anos. Por vezes ainda choro.
Mas a maior parte do tempo rio-me, festejo e aproveito enquanto nao morri.
Morre gente todos os dias ... morrer faz parte da vida, ensinaram-nos.
Ainda bem que eu aqui estou para vos lembrar disso... ja se tinham esquecido? Pois e... ja se lembram agora?
Vamos todos morrer. Todos!
Espero um dia deixar de chorar... ate porque morte e a melhor coisa que existe, a unica coisa da qual tenho certeza... ate ao dia em que me deixar de acreditar nela.
Aí, ou ja morri, ou atingi a felicidade!
(Esta frase e minha, nunca a ouvi em lado nenhum antes... mesmo! Acho que estava inspirado, so isso. Mas se e plagio avisem-me, acho que vou querer usa-la mais vezes... mas senao, nao a usem! E minha! Eu que saiba que esta frase anda por ai sem o meu nome por baixo!)
Bom fim de semana!
Fred
às
15:05
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"Quem vai à guerra, dá e leva"
Último balanço oficial
Atentados em Londres fizeram mais de 50 mortos
in publico online
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18:31
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"Campo de Ourique,
quando a tardinha cai...
Campo de Ourique,
e para la que a gente vai...
As velhinhas, dao milho aos pombos
E as criancinhas, que brincam aos tombos
E a policia, passa muito... devagar..."
Irmaos Catita
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20:54
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com menta
"Well, if you like hamburgers give 'em a try sometime. Me, I can't usually eat 'em cause my girlfriend's a vegetarian... which more or less makes me a vegetarian, but I sure love the taste of a good burger."
Pulp Fiction, 1994
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16:42
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